quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

eu volto a sentir-me bem sempre que me dizes alguma coisa. podes voltar sempre que quiseres, eu terei sempre tempo para ti.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

dor.

as lágrimas caem-me do rosto sem que eu queira, mordo o canto do lábio superior, sinto o sabor salgado. tento mordiscar o meu sofrimento e destrui-lo de vez , mas ele ri-se de mim e diz que não vai embora e que veio para ficar...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

desesperar



Estou cansada, cansada, não sei o que fazer se vou para frente ou se fico agarrada a ti, às poucas fotografias que ainda guardo, ao cheiro do teu perfume que não sai de perto do meu nariz, a todas as memórias que ainda guardo, à letra daquela musica.

Estou em mais um dia em que lamento a tua ausência, em que lamento tudo o que fiz e lamento por a culpa ser sempre minha.

É nestes dias que mais faz falta ouvir-te, por isso fecho-me no silêncio, fecho os olhos e oiço-te sussurrar-me ao ouvido, mesmo que não o faças. Talvez eu nem mereça, não mereça que voltes, por momentos até esqueceres tudo o que fomos, que eu existi alguma vez, faz como se nunca me tivesses conhecido, mas é também quando eu mais preciso que estejas aqui. Que digas que me queres, hoje como todos os dias da tua vida. E é nestes dias que encho a caixa das mensagens do meu telemóvel com mensagens por enviar, dias em que as escrevo, que as leio e relei-o, mas acabo por não tas mandar, não tenho coragem, tenho medo muito medo da tua reacção e medo de como eu vá ficar. É nestes dias em que olho e volto a olhar para o meu telemóvel para que ele faça o teu nome aparecer para me dizeres o quanto me desejas. Fico dias e dias à espera que me ligues, que me deixes uma mensagem. E eu espero, porque quem ama espera, mesmo que não saiba quanto tempo tem de esperar.

Eu acredito que encontramos a pessoa certa tão simplesmente como quando queremos que seja ela, e eu quero muito que sejas tu. Hoje é só mais um dia em que tenho tanto para te dizer, tanto para te contar. Só mais um dia em que toda a minha vontade seria abraçar-te. Mas tu não estás aqui, e sabes? dói, dói muito , muito mesmo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

besta!

não tenho certezas, e sei que vou bater lá no fundo outra vez, como uma pedra que é mandada ao fundo de um poço,sei que nada do que eu quero se vai concretizar, não adianta sonhar, quando já não existe nada que alimente um sonho. eu vou fazer assim , vou esperar, vou tornar os meus dias que podiam ser quentes e coloridos, em dias frios e cinzentos,vou sentar-me, pregar as maos e ficar quieta, vou ser um ser inanimado, até que apareça de novo aquilo que me dávontade de viver e faça acordar. se isso não acontecer, e mais certo é nunca acontecer lá ficarei eu, perdida, agarrada à raiva, à indignação e ao ódio de mim própria por ter seguido aquele caminho, por ser besta e prender-me demais aquilo que não tinha valor , e só vos peço para quando o meu sopro de vida estiver prestes acabar, me amarrem todos com as vossas mãos, e façam perceber por mais tarde que seja , que eu é que quis assim e que a culpada de estar naquela situação fui eu, e que me digam na cara que não valho nada, porque parei e não enfreitei, deixa que a dor que no peito me sufocava, fosse mais forte que eu.